Brasília, 13 (AE) - O dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, contestou a denúncia de que estaria inadimplente com a Receita Federal, conforme o registro no Cadin - cadastro de inadimplentes com o setor público. Segundo ele, a Receita alegava que o banco não havia recolhido um débito de R$ 23 mil e que a instituição apresentou a comprovação da quitação. Mas, segundo Cacciola, a Receita demora de um a dois anos para dar baixa no registro do cadastro.
O registro é feito, segundo Cacciola, automaticamente pela Receita, antes mesmo de o contribuinte ser comunicado sobre o problema. Ele esclareceu ainda a contribuição feita por sua holding pessoal à campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso, dizendo que atendeu a um pedido feito por Cátia Almeida Braga, do Banco Icatu, que estava ajudando o comitê de campanha.
Bazuca - Segundo Cacciola, o ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, mentiu ao afirmar em entrevista à imprensa que ele (Cacciola) chegou gritando e esbravejando no BC em 13 de janeiro. Cacciola disse que chegou com educação e tranquilidade, ficou esperando por uma hora e meia em uma sala pequena para ser atendido por Lopes, mas só conseguiu falar com Alexandre Pundek. "Nunca gritei, nunca usei bazuca, nunca fui o homem-bomba, conforme a Veja publicou". Cacciola disse ainda que só conversou com diretores do BC quando era dealer e, mesmo assim, ia de má vontade às reuniões. Disse que não gostava de fazer, como outros presidentes de instituições financeiras com as características do Marka, que conversam com diretores do BC pelo menos uma vez por mês. Segundo Cacciola, pelas características de operação de seu banco, ele acreditava que estes encontros eram frustrantes. "Eu não estaria ali pelos olhos deles e estas conversas normalmente acabam dando em água"
afirmou.

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