Cacciola admite que pediu ajuda a Bragança porque ele era amigo de Lopes
Brasília, 13 (AE)- O controlador do Banco Marka, Salvatore Cacciola, admitiu hoje, em depoimento da CPI do Sistema Financeiro, no Senado, que pediu ajuda do economista Luiz Bragança, porque ele era amigo íntimo do ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes. "Eu tinha certeza de que ele era amigo do Francisco Lopes. Se isso é pecado, essa é a verdade", afirmou. "Eu o chamei só por causa disso", admitiu.
Ele disse que acreditava que Luiz Bragança poderia lhe ajudar ao apresentá-lo a Francisco Lopes ou que então lhe indicasse alguém do primeiro escalão do BC que poderia recebê-lo. Cacciola negou à CPI que fosse amigo íntimo do economista Rubens Novaes. Ele disse que não tinha relacionamento de amizade íntima com Novaes. Ele lembrou que conhece Novaes há mais de 30 anos, quando fizeram pré-vestibular juntos e que entre os anos de 1990/91 o economista chegou a trabalhar como diretor do banco Marka. Na época, o depoente, Novaes ajudou Cacciola a elaborar projeto do Marka, porque até então a instituição era uma corretora.
Cacciola disse ainda que em outubro de 97, em meio à crise asiática, Rubens Novaes trabalhou como consultor do banco Marka. Nesse período, lembrou Cacciola, o Marka estava "vendido" em juros e câmbio e Novaes, na época, deu uma boa assessoria. Foi nessa fase que Cacciola conheceu Luiz Bragança por intermédio de Novaes e ficou sabendo que ele era amigo íntimo de Francisco Lopes. "E aquilo ficou registrado", admitiu. Ele contou à CPI que com a mudança da política cambial em janeiro, e a possibilidade de quebra do banco Marka, telefonou, para Rubens Novaes, pedindo que entrasse em contato com Luiz Bragança para que ele lhe ajudasse a conversar com o primeiro escalão do Banco Central.





