Imagem ilustrativa da imagem Caçador de indiferenças
| Foto: Anderson Coelho


A partir desta quinta-feira (18), a FOLHA passa a publicar semanalmente nesta editoria a coluna "A Cidade Futura", assinada pelo sociólogo Marco A. Rossi. O autor que é mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde, atualmente, também leciona no Departamento de Ciências Sociais, chega para ampliar o time de opinião do jornal com análises dos acontecimentos e suas consequências para Londrina e região.

Em "A Cidade Futura", Rossi pretende tratar de assuntos complexos em uma linguagem simples que possa despertar a reflexão em pessoas de todos os níveis sociais. Ele define o novo espaço como uma coluna de caça às indiferenças. "A pessoa indiferente é a grande responsável pela miséria do mundo. Porque ela finge que não é com ela o que está acontecendo. E há dois tipos de indiferentes: o que é indiferente porque está se dando bem, que não se importa com nada, e o sujeito que está se dando mal, mas não tem mais expectativas", expõe.

Apesar de se considerar uma voz da esquerda, Rossi diz que é um estudioso de pensadores de outras escolas. "Procuro escrever com um olhar diferente e evitar polarizações. Esse mundo bilateral não me agrada nem um pouco", comenta. Ele espera que a coluna seja lida de "espírito desarmado". "Vivemos um tempo em que as pessoas procuram notícias que confirmem aquilo que elas já acreditam. A coluna vem na contramão. Não quero reproduzir ideias que as pessoas já saibam."

Ele explica que o título da coluna é uma referência ao jornal "La cittá futura", que teve apenas uma edição publicada em 1917, na Itália, pelo pensador Antonio Gramsci e outros jovens piemonteses. "Eu queria um título que rendesse um tipo de homenagem àquilo que eu me proponho a escrever, que é uma reflexão crítica sobre as coisas que me cercam", explica. Para ele, "Cidade Futura" também tem o sentido de reconstruir esperanças. "A partir da ótica da crise atual, o futuro é nebuloso, mas se você reconstrói o presente a partir de um olhar crítico sobre o que passou, a gente pode ter uma expectativa mais positiva de futuro."

Rossi nasceu em 1974, em São Paulo, e aos 18 anos mudou-se para Londrina, fazendo o caminho inverso do pai, londrinense que migrou para a capital paulista também aos 18 anos. "A cidade me acolheu muito bem. Meu filho nasceu aqui e tenho uma identificação muito forte com Londrina, principalmente com o centro, Zerão e a UEL, espaços que sintetizam a cidade, pois respiram diversidade", pontua.

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