Belém, 06 (AE) - Os funcionários da Transportadora Conama contaram na Capitania dos Portos que a balsa com o óleo só não emborcou no rio porque eles soltaram os cabos,afastando-a do porto. Ela foi jogada pela correnteza e o vento contra a defensa, uma proteção existente no porto para amenizar o impacto da embarcação ao atracar.
Caso a balsa virasse, o óleo teria vazado. A providência evitou que a embarcação permanecesse numa área do porto de Vila do Conde, onde a profundidade é de 23 metros. "Tirando a balsa dali e soltando-a para que ela fosse para um local onde a profundidade é de sete metros, evitou-se o pior", comentou o diretor da Texaco, José Ferreira Amin.
Um rebocador conseguiu depois empurrar a balsa para um local mais raso. Ela ficou na mesma posição em que estava quando o óleo era carregado para o seu interior. Amin contou que o óleo seria levado para o porto de Munguba, no rio Jari, em Almeirim, no oeste do Pará.
No final da tarde de hoje os gerentes nacional e internacional de Meio Ambiente e Segurança da Texaco, Domingos Millione e Bill White, anunciaram a chegada, em Belém, de dois especialistas em vazamentos, que trabalham na Inglaterra. Eles vão atuar no trabalho de resgate da balsa.

mockup