Curitiba - Foi publicada anteontem sentença assinada pelo juiz da 6 Vara Criminal de Curitiba, Lourenço Cristóvão Chemim, que condena a cabeleireira Márcia de Freitas Salvador, 34 anos, a três anos de reclusão em regime aberto por ter raptado uma menina recém-nascida no Hospital Evangélico. O crime ocorreu em março de 2005. Márcia foi acusada de ter se passado por enfermeira para entrar no hospital e levar a criança. Ela foi presa dias após o crime e a menina foi devolvida à família.
O advogado da cabeleireira, Eduardo Zanoncini Miléo, recorreu da sentença anteontem. ''Queremos fazer a desclassificação da sentença. Márcia foi condenada com base no crime de subtração de incapaz previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Entretanto, acreditamos que o correto seria fazer o julgamento com base no crime de subtração de incapaz para colocação em lar substituto, previsto no Código Penal e cuja pena é menor. A pena da Márcia seria de no máximo dois anos. Ela queria a criança para criar'', afirmou o advogado.
Zanoncini explicou que Márcia levou a criança porque estava num estado de ''confusão mental''. ''A Márcia namorava um cidadão e engravidou dele. Depois, ela sofreu um aborto natural. Ela continuou a ter sinais de gravidez, a chamada gravidez psicológica'', disse o advogado. Zanoncini apontou que, nesse estado de perturbação, Márcia foi ao Evangélico (''não foi uma escolha aleatória, o ex-marido dela ficou internado lá por dois anos lutando contra um câncer'', afirmou o advogado) e raptou a menina.
O advogado sustentou que Márcia não se fez passar por enfermeira e que ela estava vestida de branco porque trabalhava num salão de beleza.

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