C. Mourão ainda estuda idéias
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de maio de 1999
Sid Sauer 
De acordo com o anteprojeto de revitalização das praças São José e Getúlio Vargas, o espaço ocupado pela atual rodoviária tende a ser transformado numa área cultural, abrigando o Museu Municipal e, inclusive, contando com um espaço para manifestações públicas. Mas nada está confirmado. O anteprojeto está em discussão e a prefeitura não descarta a transformação da rodoviária num shopping popular.
Nesse caso, o velho prédio, construído no final dos anos 60, passaria a abrigar todos os vendedores que hoje trabalham em barraquinhas amarelas espalhadas pela cidade. A definição do que será feito no local também depende de negociações com os atuais comerciantes que trabalham no local, uma vez que eles são donos dos espaços comerciais. Poucas salas pertecem à prefeitura, lembra o prefeito Tauillo Tezelli (PPS).
Garantidas, por enquanto, estão apenas as salas usadas pelas empresas de transporte coletivo para a venda de passagens, além do primeiro pavimento, que já vem sendo ocupado por alguns órgãos ligados à prefeitura, como o Procon. Na Câmara de Vereadores, o assunto causa divergências. Ninguém é mais radical, no entanto, do que Júlio Vieira (PDT). Ele sugere que o prédio seja demolido e, no lugar, se construa um centro comercial.
Trata-se de uma área muito nobre da cidade, explica Vieira. Já Edevaldo Louzano (PTB) defende que o velho prédio passe a abrigar o terminal de ônibus urbano, que funciona ao lado. Nesse caso, o terminal urbano poderia ser transformado numa feira livre, com todos os camelôs, ressalta. Juvenal Vieira (PSC), por sua vez, é mais direto. A rodoviária daria um excelente camelódromo, frisa.
A rodoviária foi inaugurada em 1967 e hoje é considerada obsoleta e com muitas deficiências pelo Departamento de Transporte Coletivo (DSTC). Os ônibus, por exemplo, são obrigados a estacionar em fila indiana e, em dias de chuva, os passageiros se molham na hora do embarque e do desembarque. A nova rodoviária deve ficar pronta até o início do ano que vem. Ela terá 15 plataformas de embarque e desembarque e área reservada para futuras ampliações. O custo da obra, no trevo da Estrada Boiadeira, é de R$ 1,48 milhão.


