Washington, 29 (AE) - Com seu favoritismo colocado em dúvida pela rebelião liderada pelo senador do Arizona, John McCain, o governador do Texas, George W. Bush, venceu hoje confortavelmente as eleições primárias de Virginia e passou à frente de seu rival na briga pela maioria de 1034 delegados à convenção nacional republicana, que decidirá em agosto, na Filadélfia, quem será o candidato do partido nas eleições presidenciais de 7 de novembro.
De acordo com projeções feitas com base em pesquisas de boca-de-urna, Bush bateu McCain por uma vantagem de 15 pontos percentuais. Ele capturou todos os 56 delegados do estado e passou a ter 149 convencionais, contra 96 do senador.
Bush considerado como o provável vencedor também da prévia realizada hoje Dakota do Sul. Mas a distância entre os dois candidatos era considerada apertada nas primárias do estado de Washington, no noroeste dos Estados Unidos, cujos resultados só seriam conhecidos no início da madrugada, no horário do Brasil.
Nas primárias que os democratas também realizaram hoje no estado de Washington, o ex-senador Bill Bradley, de Nova Jersey, tinha sua primeira oportunidade de obter uma votação expressiva em sua disputa pela candidatura presidencial com o vice-presidente Albert Gore. Mas menos de um terço dos delegados do estado às duas convenções partidárias foram escolhidos ontem e a posição de franco favorito que Gore não está ameaçada.
Tendo perdido para McCain duas das três primárias de maior visibilidade disputadas até agora (New Hampshire e Michigan) e batido o senador apenas na Carolina do Sul, graças em grande parte ao socorro de última hora que recebeu da extrema direita religiosa, o governador do Texas dependia de um triunfo hoje em Virginia para provar a viabilidade de sua campanha e chegar com gás às primárias da próxima terça-feira, quando os eleitores de doze estados se pronunciarão. Entre estes estão a Califórnia e Nova York, os dois maiores colégios eleitorais do país, e estados fortes do Meio-Oeste agro-industrial, como Ohio, que têm um grande peso na decisão das disputas presidenciais.
Na maioria desses estados, os eleitores independentes, que têm apoiado McCain em grandes números, podem participar das primárias republicanas. Mas apenas os votos dos eleitores registrados como republicanos, identificados por uma marca na cédula, serão considerados para a escolha dos delegados à convenção nacional.
Em princípio, isso representa uma vantagem para Bush. Mas uma pesquisa divulgada ontem confirmou que o crescimento nacional de McCain.
De acordo com pesquisa encomendada pelo jornal The Washington Post e pela rede ABC de televisão, o senador bateria Gore facilmente, por uma diferença de 56% a 39%, se as eleições fossem hoje. Bush também levaria a melgor sobre o vice-presidente, mas por uma vantagem mais apertada, de 50% a 44%. Mas a sondagem indicou, também, que McCain é uma força política que provoca crescente divisão entre os republicanos, o que explica sua dificuldade de obter o respaldo do partido que pretende representar nas eleições de novembro.
Quatro entre dez republicanos disseram que quanto mais ouvem sobre McCain, menos gostam dele. Em contraste, sete de cada dez republicanos disseram que quanto mais ouvem sobre Bush, mais propensos ficam a votar para ele. Entre eles, a preferência pelo governador do Texas em relação a McCain é de dois para um.

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