Busca por projetos pode atrasar reconstrução
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terça-feira, 03 de julho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
Londrina - Técnicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e um grupo voluntário de arquitetos e engenheiros do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Londrina vão correr contra o tempo para que a reconstrução do Teatro Ouro Verde esteja orçada até dezembro. Caso isso não ocorra, a obra não terá dotação orçamentária do governo estadual para 2013, o que poderia comprometer a previsão de término da reforma, estipulada para dezembro do ano que vem. O teatro localizado no Calçadão foi destruído por um incêndio em fevereiro.
Ontem, uma reunião na sede do sindicato discutiu o cronograma para a elaboração dos projetos. A maior dificuldade é a obtenção de documentos sobre a última grande reforma do espaço cultural, ocorrida há uma década. Encontrar as últimas versões dos projetos tem sido o maior desafio dos técnicos da universidade.
''Dependemos dessa documentação para elaborar o projeto arquitetônico e os projetos complementares. Os técnicos da UEL têm se esforçado muito, mas é uma tarefa difícil'', elogiou Célia Catussi, vice-presidente do Sinduscon e coordenadora do grupo.
Ontem, a universidade recebeu de Curitiba os R$ 500 mil pleiteados pela reitoria para os gastos preliminares da reconstrução - retirada das telhas, do mobiliário (incluindo os três pianos) e do entulho acumulado com o incêndio. A reitoria informou que as intervenções foram feitas com recursos próprios.
A reitora Nádina Moreno disse que está ''otimista'' em relação ao início das obras em 2013. ''Temos o apoio pessoal do governador tanto para conseguir dotação orçamentária na esfera estadual quanto para intermediar recursos complementares junto ao governo federal'', afirmou.
De acordo com Nádina, o investimento na obra deve ser menor do que as primeiras estimativas apontavam. ''Creio que os R$ 25 milhões podem ser na realidade bem menos, talvez entre R$ 15 milhões e 18 milhões'', afirmou. O enxugamento de custos, explica a reitora, é possível graças ao apoio de voluntários, como o grupo do Sinduscon.
A expectativa da comissão que está preparando a reforma é que na próxima reunião no Sinduscon já seja possível contar com o anteprojeto arquitetônico pronto, o que permitirá o início da elaboração dos projetos complementares ( partes hidráulica, elétrica, acústica e iluminação).
A diretora do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UEL, Silvia Cervantes, disse que todas as informações técnicas sobre o estado anterior do prédio já estão levantadas. ''Com o anteprojeto em mãos, poderemos obter em pouco tempo uma estimativa real de orçamento'', disse.
Célia Catussi lembrou que a classe artística também está participando do projeto com sugestões para modernizar o prédio tombado. ''Além disso, temos preocupação de garantir que o novo prédio esteja em conformidade com as exigências atuais da legislação sobre acessibilidade. Em 2002, as normas eram outras'', ressaltou.


