Busca pelo conhecimento
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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2017
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Dom Albano Cavallin era discreto e observador. Na busca pelo conhecimento, deixou como legados o Dia da Palavra, a formação para leigos e a catequização no dia a dia feita em reuniões e celebrações com a comunidade. "Ele conquistou o coração dos londrinenses", destacou o arcebispo d. Orlando Brandes. Aluno de d. Albano, d. Orlando o conheceu em 1965. Os dois conviveram juntos por dez anos e meio em Londrina. "Ele era uma pessoa de muita bondade e sensibilidade e tinha a coragem do profeta. Em Curitiba, ele visitou prisioneiros políticos e, em Guarapuava, defendia os direitos dos índios na posse da terra", ressaltou.
Conforme d. Orlando, o religioso construiu o Centro Arquidiocesano Pastoral, lutou pela implantação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Londrina, promoveu a formação dos diáconos e estabeleceu o Fundo Arquidiocesano da Partilha, para que os recursos fossem repassados às paróquias que mais precisavam. "Ele foi um grande catequista e missionário incansável", afirmou.
Dom Albano promoveu ainda inovações pastorais e foi um dos criadores da regional sul da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Paraná. Um livro com homilias escolhidas pelo próprio d. Albano deve ser publicado em breve. "Ele estava bem preparado para a morte. Ele dizia isso, mas muito lúcido, oferecia toda a dor e sofrimento pela santificação da Igreja", concluiu d. Orlando, que assumiu no mês passado a Arquidiocese de Aparecida, em São Paulo.
Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Londrina, conviveu com d. Albano no seminário em São Paulo. "Era uma pessoa que tinha gosto pelo trabalho. Era muito cuidadoso com o que dizia a respeito de liturgia e da catequese. Essa característica permaneceu durante toda a vida. A lembrança que ele nos deixa é uma lembrança de quem dedicou a vida à evangelização. Ele viveu para ser padre e bispo", concluiu d. Geraldo.(V.C.)


