Busca constante por informações
Curitiba - Se as delegacias não têm projetos para acompanhamento psicossocial, o Serviço Integrado de Crianças Desaparecidas (Sicride), criado em 1996, mantém atendimento constante para familiares com casos não solucionados. A delegacia acompanha, atualmente, 23 casos de crianças que ainda não foram encontradas.
No projeto "De Braços Abertos", segundo a delegada do Sicride, Ana Cláudia Machado, as famílias das crianças recebem visitas constantes de investigadores e assistentes sociais. "A equipe vai até a casa e faz o acolhimento desta família. Quando a pessoa não sabe o que aconteceu com o desaparecido a dor é muito grande, pois não houve o ritual de despedida", explica.
O projeto também é importante, segundo a delegada, porque o acompanhamento possibilita que pais e mães possam dar qualquer informação que se lembrem sobre o desaparecimento da criança. "Às vezes as pessoas têm receio de informar algo porque acham que pode não ser importante, ou esquecem que algo aconteceu. É uma constante busca por informações", diz Ana Cláudia.(R.B.)





