Burocracia pode dificultar acesso
Apesar de ser uma importante alternativa para pacientes diabéticos que apresentam úlceras nos pés, o tratamento pela oxigenoterapia hiperbárica ainda não é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Londrina, a Santa Casa tem um contrato feito com a Secretaria de Estado de Saúde (SESA) para que seja possível o atendimento a pacientes encaminhados por hospitais de diversos municípios do Estado, menos Londrina. O hospital é o único da cidade que conta com a medicina hiperbárica.
De acordo com a Iscal, para um paciente passar pelo tratamento ele precisa ser indicado por um médico, que encaminha um questionário técnico para a SESA ou Regional de Saúde do município onde ocorre o caso. Depois disso, o órgão avalia o caso, encaminha para o médico chefe da Iscal, que faz um planejamento do tratamento, e só depois de receber o empenho do Estado é que inicia o procedimento.
O superintendente de gestão da SESA, Irvando Carula, explica que o procedimento aida está passando por avaliação do Ministério da Saúde para que seja incluído na tabela do SUS. ''Como existem alguns casos de indicação, a SESA faz esse contrato, mas são casos tecnicamente analisados por auditores, até mesmo porque é necessário um estudo científico para se comprovar a eficácia do tratamento'', diz.
Ainda segundo a Iscal, pacientes de Londrina não são beneficiados com o tratamento porque a cidade conta com gestão plena na área da saúde, mas a Secretaria Municipal de Saúde está avaliando orçamento para possível liberação. (F.B.)





