Burocracia impede solução simples, afirma juiz
Curitiba- Em Londrina, não é diferente. ''Temos ameaça de fuga quase todo o final de semana'', reclama o juiz-corregedor, Roberto do Valle. Na cidade, 339 presos disputam um espaço que deveria ser ocupado apenas por 149 pessoas em quatro distritos. A superlotação também é realidade na Casa de Custódia de Londrina (CCL), que tem 288 vagas mas abriga 415 detentos, e na Penitenciária Estadual (PEL), com 504 vagas e 555 presos. Há mais dez presos em regime semi-aberto na PEL. A informação é da Vara de Execuções Penais (VEP).
Valle cobra do governo estadual a construção da nova cadeia (batizada de Centro de Detenção e Ressocialização Provisório) da cidade. A obra, que oferecerá 960 vagas, foi anunciada há um ano. Segundo o juiz, o funcionamento desse centro permitiria uma ''reengenharia'' nas unidades carcerárias de Londrina: a CCL poderia ser transformada em penitenciária e a Prisão Provisória viraria uma unidade semi-aberta.
Uma solução simples para desafogar um pouco os distritos de Londrina ainda não saiu do papel por causa da burocracia, diz o juiz corregedor. A idéia é colocar mais um preso em cada cela da PEL (são seis por cela) subindo para 586 detendos na penitenciária. Mas a demora de um mês na assinatura de um aditivo liberando as refeições para os novos presos e a falta de colchão dificultam a medida. (A.C.)





