Burocracia faz prescrever crimes no Carandiru
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de abril de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - A morosidade da discussão sobre as competências da Justiça Militar e da Justiça comum para julgar o processo referente ao massacre do Carandiru permitiu aos 29 oficiais da Polícia Militar acusados de chefiar a invasão da Casa de Detenção, em outubro de 1992, escapar da condenação por crime de lesões corporais. Se condenados, eles poderiam receber pena de 21 anos de prisão cada um. O crime está prescrito desde 7 de março, quatro anos depois da denúncia do promotor público Luiz Roque Lombardo Barbosa, da Justiça Militar. Barbosa pedira a condenação dos oficiais, de um cabo e de dois soldados pelo espancamento de 86 presos. Os oficiais e outros militares, num total de 121, respondem pelo assassinato dos 111 presos e serão julgados pelo 2º Tribunal do Júri, possivelmente no mês que vem. Conseguiram livrar-se da condenação por lesões corporais 2 coronéis, 3 tenentes-coronéis, 4 majores, 9 capitães e 25 tenentes.


