Burocracia e falta de pessoal
Curitiba- Além da burocracia, a demora no processo de compra de terras que poderiam ser destinadas a trabalhadores rurais também é consequência da falta de estrutura do Incra, a exemplo do ''número insuficiente'' de servidores. A opinião do superintendente do órgão, Celso Lisboa de Lacerda, é também defendida pela presidente da Associação dos Servidores do Incra (Assincra), Irene do Rocio Rudunike. ''São cerca de 150 servidores para atender mais de 18 mil assentados e 11 mil acampados'', disse ela.
A situação se agravou depois que uma greve foi deflagrada pelos servidores do Incra no País no dia 2 de maio. No Paraná, a greve começou no dia 25 de maio e tem adesão total segundo a presidente da Assincra. ''Somente as pessoas que ocupam cargos de chefia continuam trabalhando'', afirma. A principal reivindicação dos servidores é justamente a ampliação de vagas. ''Queremos o fortalecimento e a reestruturação do Incra através da recomposição do quadro de servidores'', disse.
Irene acrescenta que cerca de 80% dos atuais servidores do órgão estão próximos da aposentadoria. E que no ano passado foram realizados dois concursos públicos, mas das 30 vagas ofertadas somente dez foram preenchidas. A outra reivindicação dos servidores em greve é a ''equiparação de salários com outros órgãos'', afirma a presidente, ''além da incorporação das gratificações ao vencimento básico''.(C.S.)





