São Paulo - Apesar de ser considerado inocente da suspeita de envolvimento no assassinato do empresário José Nelson Schincariol, 60 anos, o garçom Valdinei Sabino da Silva, 25 anos, não foi libertado ontem e passaria mais uma noite na cadeia por causa da demora da polícia na entrega de documentos à Justiça de Itu (103 km de São Paulo). Silva, que está preso desde o dia 19, era o principal suspeito do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) até que outro departamento da polícia, o Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), prendeu outros quatro jovens, que não têm ligação com o garçom, e deu o caso como esclarecido anteontem. A polícia não tem nenhuma prova técnica contra o garçom.
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz de Itu José Azevedo Minhoto disse que recebeu o inquérito policial sobre o caso só no final da tarde de ontem, apesar de os quatro novos suspeitos terem sido presos na madrugada de anteontem. Por causa da demora, o juiz, segundo o TJ, iria analisar o inquérito à noite, que contém o pedido de revogação da prisão de Silva, só iria apresentar a decisão hoje.

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