Em qualquer bula de qualquer antiinflamatório, estão descritas as reações adversas. E elas não são poucas - vão de efeitos gastrointestinais, como dor abdominal, náusea, vômito, gastrite e hemorragia gastrintestinal, até reações de hipersensibilidade, como erupção cutânea, crise asmática e choque anafilático, passando por vertigem, convulsões, sonolência, alterações do humor, visão embaçada, zumbidos e outros.
Não quer dizer que um ou mais desses efeitos vai acontecer com todas as pessoas. Mas pode acontecer. ''O problema é o uso indiscriminado. Quando bem indicados, são excelentes'', alerta o pediatra Maurílio de Oliveira.
Em setembro desse ano, pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Austrália, afirmaram que diclofenaco, princípio ativo do Cataflam e do Voltaren - segundo e quarto produto em faturamento no mercado de antiinflamatórios - pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares em até 40%.
O resultado da pesquisa, que revisou 23 estudos clínicos e envolveu cerca de 1,6 milhão de pessoas, é polêmico, já que não se sabe se as pessoas envolvidas no estudo, pertencem ou não a grupos de risco que possam influenciar o resultado. O fabricante, o laboratório Novartis, contestou o levantamento com argumentos semelhantes. E a Anvisa, divulgou nota oficial manifestando que ''não foram detectadas evidências que levem à necessidade de qualquer mudança imediata com relação à prescrição e uso dos medicamentos derivados do princípio ativo no País.'' (C.P. com Agência Estado)

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