Brasília, 31 (AE) - O Bug do ano 2000 não causou, até as 17h15, nenhum problema para a Índia ou para os outros países monitorados pelo Brasil, informou há pouco o Centro de Coordenação Geral montado no ministério da Defesa para prevenir problemas do Bug. A Índia entrou no ano 2000 às 16h30 de Brasília. O responsável pelo Plano Nacional de Contingência contra o Bug, brigadeiro Sidnei Benício, informou em entrevista coletiva que "praticamente não há correções a serem feitas no Plano". O acompanhamento da situação nos outros países tem o objetivo de observar eventuais falhas em equipamentos e sistemas para fazer os ajustes antes que o mesmo ocorra no Brasil.
O acompanhamento é feito em países com perfil econômico e tecnológico semelhante aos do Brasil. Mas Angola entrou na lista de monitoramento por haver alí uma usina hidrelétrica construída com participação de empresas e com equipamentos similares aos do Brasil, conforme explicou o secretário-executivo adjunto para as ações anti-Bug, Marcos Ozório de Almeida. Ele disse ainda que os países que participam das ações coordenadas contra o Bug terão que apresentar um relatório preliminar sobre eventuais ocorrências uma hora após a virada do ano e em seguida devem apresentar relatórios a cada seis horas. O Brasil participou de um planejamento coordenado com outros dez países da América do Sul.
Para a maioria deles, os técnicos brasileiros ofereceram auxílio no planejamento para o setor elétrico, inclusive para o Chile, e o Brasil recebeu ajuda de argentinos no planejamento para o setor de telecomunicações, segundo Ozório. O Banco Mundial manteve uma linha de R$ 25 milhões para pagar programas de prevenção dos países mais necessitados, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem uma linha de R$ 200 milhões para corrigir eventuais problemas causados pelo Bug. Os países que necessitarem de empréstimos para este fim terão que fazer os saques até junho do próximo ano.

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