Bug: Delegados da ONU dizem que agora é esperar para ver
Nova York, 23 (AE-AP) - Uma conferência na sede da ONU, em Nova York, reuniu autoridades de 170 países para debater o "bug" do milênio. Este foi o segundo encontro sobre o problema - que pode surgir quando alguns computadores, mais antigos, falharem ao interpretar a mudança de data de 1999 para 2000. A conclusão geral do encontro indica que alguns problemas, causados pelo "bug", serão inevitáveis - mas que nenhuma grande catástrofe deverá ocorrer.
"O problema é muito global, muito complexo, e muito sistêmico para ser totalmente resolvido a tempo", disse Carlos Braga, chefe do programa do Banco Mundial sobre o "bug". O embaixador do Paquistão na ONU afirmou: "Crises não devem ser grandes crises, porque os grandes problemas foram identificados".
Entre os delegados à conferência estão responsáveis por sistemas bancários e pessoas incumbidas da manutenção de sistemas que põem avisões no ar, cuidam do abastecimento de água e comida.
James Lee Witt, chefe da Agência Federal para Controle de Emergências dos EUA, disse que o "bug" é "a última palavra em problema que se pode evitar". Mas completou: "Evite o que puder, controle o que escapar".
O problema do "bug" atinge, também, a divulgação de informação. David Bohrman, vice-presidente-executivo da CNN, disse que a rede está estudando como cobrir a história - e alternativas logísticas, caso as coisas dêem errado.
David Spinks, da empresa britânica de consultoria, AEA Technology, definiu bem o clima do encontro, citando um ditado finlandês: "Saberemos que tivemos sucesso se, depois, nos acusarem de fazer muita confusão a troco de nada".





