São Paulo, 16 (AE) - Apesar da crise econômica asiática e russa, oito das dez cidades mais caras do mundo se encontram na ásia. Tomando como base a cidade de Nova York, com índice 100, a cidade mais cara do mundo continua sendo Tóquio, que supera os 165 pontos. Depois vêm Hong Kong (153 pontos), Pequim (152), Osaka (144), Xangai (140), Moscou (121), Guangzhou (121), Londres, (109), Shenzhen (109) e Seul (107).
Estudo elaborado pelo Corporate Resources Group, da companhia americana William Mercer, mostra ainda Buenos Aires e São Paulo na 21ª e 24ª posição, respectivamente, em uma relação de 150 capitais mais caras do planeta. O informe, elaborado duas vezes por ano, considera os preços de moradia, alimentação, vestuário, transportes, serviços e lazer.
Depois de Buenos Aires e São Paulo, outras capitais latino-americanas, como Rio de Janeiro (37ª colocação), San Juan de Puerto Rico (54ª) e Caracas (57ª), foram considerads mais caras do que as cidades espanholas Madri e Barcelona, por exemplo, que ocupam a 66ª e 70ª colocação, respectivamente.
A diferença entre a cidade mais cara e a mais barata, de acordo com o estudo, ficou ainda maior nesta última pesquisa, atingindo os 143,8 pontos, em comparação com os 114 pontos que separavam os dois extremos no levantamento do semestre anterior. Isso siginifica que Tóquio é 663% mais cara do que a cidade de Harare, capital do Zimbábue.
De acordo com os analistas do Corporate Resources Group, o custo nas cidades chinesas tem apresentado uma tendência de alta, apesar da taxa de inflação ter sido negativa nos últimos seis meses. Já o fortalecimento do iene, em relação ao dólar, fez aumentar o custo de vida no Japão.
Depois de Seul, a décima capital mais cara do mundo, vêm Genebra e Zurique. Essas duas cidades também ficaram caras por causa da valorização do franco suíço. Segundo o estudo, o restante das cidades européias se bebeficou devido ao maior poder aquisitivo do dólar em comparação com as moedas nacionais. O custo de vida em Nova York (16ª colocação), por exemplo, é mais caro do que em Oslo (17ª), Viena (19ª), Paris (20ª), Milão (31ª), Berlim (40ª), Munique ( 41ª), Bruxelas e Roma (52ª).
Entre as cidades mais baratas, além de Harare, no Zimbábue, estão Quito, Assunção e Bogotá. Nos Estados Unidos, depois de Nova York, outras cidades caras são São Francisco e Los Angeles.

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