Ana Carolina Sacoman
Especial para a Folha
De Maringá
Para tentar agilizar o serviço de limpeza de bocas-de-lobo e pensando na geração de empregos em Maringá, o vereador Valdir Pignata (PPB) está com um projeto na Câmara para a criação de frentes de trabalho. Ele argumenta que poderão ser gerados empregos de acordo com as necessidades de mão-de-obra do SAOP. ‘‘Esperamos que o projeto comece a funcionar já no segundo semestre’’.
Pignata sabe que o trabalho é temporário e está restrito a períodos chuvosos, mesmo assim, acha que o programa pode ser importante. ‘‘Maringá sempre teve problemas de bueiros e sem um trabalho de educação e conscientização da população ele vai continuar’’.
A frequência na limpeza de bueiros aumenta 30% na em épocas de chuvas. Segundo o presidente do Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação (SAOP), Ivo de Barros, são desentupidas por mês 1.500 bocas-de-lobo das 38 mil existentes na cidade. Para isso, ele conta com duas equipes com oito pessoas cada e, eventualmente, uma empresa é contratada, através de licitação, para reforçar o serviço.
Grande parte do atendimento é feita depois de reclamação dos moradores. Muitos temem enchentes e perigos de acidentes.
Para Barros, a maior culpada desses problemas é a própria população, que continua jogando lixo na rua. ‘‘Muitos ainda não se conscientizaram que o lixo deixado na rua acabam entupindo os bueiros’’. Ele responsabiliza também as construtoras, que deixam entulho nas calçadas. ‘‘Elas são responsáveis por grande parte do problema’’, diz.
A multa para este tipo de infração é de 1.500 UFIRs (aproximadamente R$ 1.500,00 reais). Os autuados, no entanto, são raros. ‘‘A fiscalização é difícil, muitas vezes não temos como identificar o culpado’’, esclarece Barros. Com tanto entulho, em 10% dos casos, o SAOP é obrigado a abrir o asfalto para fazer a limpeza completa, o que acaba causando grandes transtornos no local até a conclusão do trabalho.
Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelas equipes de limpeza é que o mesmo serviço tem que ser repetido todo mês, quando as bocas-de-lobo voltam a entupir. ‘‘As pessoas não respeitam. Às vezes, varrem toda sujeira da calçada para dentro dos bueiros e temos que limpar novamente’’, queixa-se Barros. Por conta disso, o SAOP já gastou R$ 30 mil este ano com pessoal extra.

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