Brasília, 20 (AE) - O professor e sociólogo Cristovam Buarque
que admite concorrer à Presidência da República pelo PT se Luiz Inácio Lula da Silva não for novamente candidato, pertenceu à Comissão de Transição de governo criada por Tancredo Neves depois de escolhido presidente pelo Colégio Eleitoral do Congresso.
Na época, Buarque achava que o pedetista Leonel Brizola teria um papel importante na transição "do centro para a esquerda", mas não chegou a se filiar aos quadros do PDT.
Cristovam Buarque foi, em 1985, o primeiro reitor da Universidade de Brasília depois do regime militar, substituindo José Carlos Azevedo. Na ocasião, era chefe de Gabinete do então ministro da Justiça, Fernando Lyra, nomeado por Tancredo.
Buarque filiou-se ao PT nos anos 90. Em 1994, quando tinha 3% nas pesquisas de intenção de voto, lançou-se candidato ao governo do Distrito Federal, concorrendo com o então senador Walmir Campello, do PTB, candidato do atual governador Joaquim Roriz (PMDB). Sua vitória contra Campello foi uma surpresa, dada a popularidade de Roriz no Distrito Federal. Em 1998, perdeu a eleição estadual para o próprio Roriz.
Durante sua administração, Cristovam manteve boas relações com o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Sempre teve elogios para o Fundef como uma das realizações do governo Cardoso e para o trabalho do programa "Comunidade Solidária", apesar das divergências em relação à política econômica. Buarque elogia também o trabalho do ministro da Fazenda, Pedro Malan, mas acha que os recursos são mal investidos.
O governo de Cristovam Buarque ficou marcado por iniciativas na área social, como o programa "Bolsa-Escola", que paga um salário mínimo para a família pobre que mantiver o filho na escola.

mockup