Bromidose plantar incomoda muita gente
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domingo, 14 de agosto de 2005
Sílvia Herrera<br>Agência Estado 
São Paulo- Sem preconceito de sexo, idade ou classe social, a bromidose plantar pode atrapalhar a vida de muita gente. Popularmente conhecida por chulé, o termo vem do grego: bromus (cheiro ruim) e hidros (água), é provocada pela proliferação de bactérias ou fungos entre os dedos dos pés. ''Muita gente tem bromidose, mas isso é um problema dermatológico'', avisa o cirurgião vascular Nélson Wolosker. ''São as bactérias e fungos que causam o cheiro ruim e não o suor'', explica a dermatologista Lilian Estefan lage.
A médica conta que há alguns costumes que aumentam a intensidade e a frequência do chulé, como por exemplo, usar meias sintéticas, calçados de plástico, calçar meias sujas e sempre usar o mesmo tênis ou sapato. ''O ambiente ideal para a proliferação das bactérias é escuro, morno e úmido, como o interior dos sapatos.''
Para prevenir o chulé, o ideal seria usar sapatos de couro mais arejados e intercalar o seu uso. ''Para matar as bactérias, basta colocar o calçado no sol. O que vale para os pés também'', brinca a médica.
Paralelamente à mudança de rotina, é iniciado um tratamento com fórmulas médicas com cloridróxido de alumínio e eritromicina, entre outras substâncias. ''Também é interessante lavar os pés com sabonete antibactericida e antes de dormir, realizar escalda-pés com chá preto concentrado'', sugere.
Porém, se o mau cheiro persistir há métodos mais radicais, como aplicação de botox, iontoforese (aparelho que utiliza correntes galvânicas) e até cirurgia. ''Usamos corrente galvânica de 15 a 30 miniamperes. Na verdade, é um aparelho que colocamos dentro de um recipiente com água, que provoca choques leves nos pés. Geralmente a pessoa compra o aparelho e faz em casa três sessões por semana de 10 a 20 minutos cada.'' ''Já a aplicação de botox, tem dois inconvenientes: é dolorida e cara'', explica a dermatologista.


