Brizola quer conselho político dos partidos da coligação
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
Por Wilson Tosta 
Rio, 25 (AE) - O presidente nacional do PDT, o ex-governador Leonel Brizola, encampou hoje uma das bandeiras do PT: a constituição de um conselho político integrado pelos partidos da coligação que apóia o governo de Anthony Garotinho (PDT). Ele também elevou o tom de suas críticas à administração estadual.
Depois de reunir-se com o novo presidente regional do PT, o deputado Carlos Santana, Brizola disse que a constituição do conselho deve ser imediata. Garotinho, porém, resiste à idéia, alegando que perderia boa parte da sua agilidade administrativa.
Brizola acrescentou que o conflito do governo estadual com os petistas poderia estar ocorrendo também com os próprios pedetistas, que não estariam satisfeitos com Garotinho. Ele criticou o governo em vários aspectos. "Esse método de invadir favelas nunca teve lugar nas nossas cogitações", afirmou o pedetista, criticando operações policiais realizadas sem acompanhamento de representantes do Ministério Público, promovidas pela Secretaria da Segurança Pública.
Repressão - O líder do PDT também condenou a repressão policial violenta à greve de bancários no Rio, na sexta-feira. "Todos defendemos o direito de greve e não nos sentimos confortáveis quando presenciamos esse tipo de repressão policial; foi chocante", disse. Ele atribuiu problemas como esses à "presença de elementos estranhos" na administração estadual, como o secretário de Justiça, Sérgio Zveiter.
Brizola opôs-se à nomeação de Zveiter, a quem acusa de ter feito oposição a seu segundo governo (1991-1994). Na época, Zveiter presidia a seccional do Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Aos petistas Santana e Domício Mascarenhas, ex-presidente regional do PT, Brizola disse que Garotinho não consultou o PDT para nomear seu secretariado e criticou a relação mantida pelo governador com políticos da área evangélica, corrente religiosa de Garotinho desde 1994.


