Brizola: "não dá para acreditar" que Malan desconhecia ajuda
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 12 (AE) - O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, disse que "o crime organizado está gerindo os assuntos econômico-financeiros" do País. Para ele, "não dá para acreditar" que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, não conhecia a operação de socorro aos bancos Marka e FonteCindam fechada pelo Banco Central no mesmo dia em que ele se encontrava na sede da instituição. "Só se ele tivesse alguma enfermidade e perdesse totalmente a percepção ou se o pessoal do BC aproveitou um momento em que ele foi ao banheiro", ironizou.
Brizola disse que o País está diante de um "escândalo" que atinge o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Acho que foi idéia dele, ao estabelecer estas regras para seus colaboradores dizerem que não sabem de nada", disse. O presidente do PDT voltou a dizer que o BC deve ser ser lavado com "soda cáustica". "Situo no Banco Central toda a contabilidade do despojo que se faz da economia brasileira", declarou. De acordo com ele, "não é de hoje" que o Brasil assiste à "dança" de altos funcionários que saem do BC e fundam bancos ou vão trabalhar em grandes financeiras.
FURNAS - Leonel Brizola defendeu hoje que os governadores de oposição ao presidente Fernando Henrique Cardoso, especialmente do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, ingressem na Justiça em nome dos Estados contra a cisão de Furnas e sua privatização. Ele apresentou a proposta ao governador gaúcho Olívio Dutra (PT), em audiência no Palácio Piratini.
Em entrevista coletiva antes de se reunir com Olívio, Brizola disse que o sistema de geração e transmissão de energia elétrica deve ser gerido pelo poder público. "Quando privatizarem um sistema que já está no esqueleto vamos para o racionamento e os apagões, e em primeiro lugar no Rio Grande do Sul, que está na ponta da linha."


