Brizola e Garotinho voltam a se confrontar amanhã
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
Por Wilson Tosta 
Rio, 10 (AE) - O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, e o governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), voltarão a se confrontar amanhã (11) na reunião do diretório fluminense da legenda, marcada para começar às 19 horas. O governador anunciou hoje que vai comparecer ao encontro - cujo objetivo é oficializar a decisão pedetista de ter candidatura própria à prefeitura, rompendo a aliança feita com o PT em 1998 -, embora ache que a reunião "não tem sentido de existir".
"Historicamente, o PDT sempre escolheu candidatos nas convenções", criticou. "Por que antecipar essa questão da candidatura própria antes do prazo para a discussão do assunto?" O governador exortou os companheiros de partido a "esperar a convenção". Brizola, porém, pretende que o diretório aprove, em votação aberta e nominal, a decisão de ter candidatura própria. O governador defende oficialmente o apoio à vice-governadora Benedita da Silva (PT).
No domingo (13), o grupo de Garotinho vai reunir-se na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para se mobilizar contra o que considera a intenção de Brizola de expulsar o governador do partido. Os pedetistas que seguem Garotinho deverão se constituir como tendência dissidente em relação aos brizolistas, reivindicando mudanças na estrutura partidária, que tirem o partido do controle total do comando nacional.
"Tem de haver um recadastramento (dos filiados), para saber quem, de fato, tem compromisso com o PDT", disse o governador. Garotinho também quer que seja constituído um diretório do partido na capital e que sejam formados núcleos de base, à semelhança dos existentes no PT.
"Estamos pregando que, além da formação do diretório municipal, formem-se núcleos de professores, bairros, sindicatos e, a partir de determinado número de filiados, sejam indicados delegados para as convenções", disse.
Garotinho também quer que os candidatos majoritários sejam escolhidos a partir de prévias. "Para concorrer ao governo estadual, por exemplo, o político teria de percorrer todos os municípios para debater seu programa com os filiados para democratizar o processo", disse ele.


