Brizola diz que iniciativa de líder do PDT na Alerj tem apoio do partido16/Mar, 21:38 Por Wilson Tosta Rio, 16 (AE) - O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, afirmou hoje que a iniciativa tomada pelo líder do partido na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Ramos, de pedir a cassação do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), tem todo apoio da direção da legenda. "Essa questão é referida como uma das que podem contribuir para provar a sua interferência, mas há também a reação inusitada, violenta, com que o presidente do Senado tentou se defender", disse Brizola. "Ao ponto de chamar de prostituta a sua acusadora e usar outras palavras de baixo calão", afirmou referindo-se à primeira-dama do município de São Paulo, Nicéa Pitta, ex-mulher do prefeito Celso Pitta (PTN). O pedetista disse não entender o procedimento de ACM, que, segundo ele, viola o decoro parlamentar. "O senador não tem, por ser presidente do Senado, direito de estar aí, volta e meia, agredindo todo mundo", afirmou. "Em muitos casos, como o meu (Brizola já trocou ataques com ACM várias vezes), sequer levei em consideração, preferi insistir com ele num debate; ele tem de ter coragem, vencer essa inibição e vir debater comigo", ironizou. Brizola afirmou que o PDT quer que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado convoque ACM e investigue as denúncias. Brizola conversou com jornalistas após uma "entrevista virtual", via Internet, em que respondeu a perguntas de repórteres, militantes do PDT e do público em geral, na sede da Fundação Alberto Pasqualini, do partido. Ao responder, on-line, sobre o escândalo de São Paulo, disse desconfiar que tudo não passa "de uma grande cortina de fumaça porque, a rigor, as questões são todas requentadas". Segundo ele, não há quem não saiba o que vinha acontecendo na administração pública paulistana. "Mas surpreende o envolvimento do sr. Antonio Carlos Magalhães e, principalmente, a sua reação insólita", insistiu.

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