Florianópolis, 24 (AE) - O ex-governador do Rio de Janeiro e presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, entrou hoje na discussão do imposto para "erradicação da pobreza" com uma ameaça irônica. Disse que vai se candidatar à Presidência da República se o autor da proposta, o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), se lançar candidato. "A única hipótese de eu me candidatar seria o ACM sair candidato. Eu me sinto convocado", disse ele.
"É uma jogada. Ando observando os passos dele", disse Brizola, que esteve hoje em Santa Catarina para participar de um Encontro da Juventude Socialista, realizado no município de Bombinhas, cerca de 70 quilômetros da capital, e que reuniu mais de 300 pedetistas dos três estados do Sul. "Seria um perigo a candidatura de ACM, como sócio da Rede Globo."
O ex-governador aproveitou o encontro partidário para insistir na tese de renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Não vejo outro caminho para sairmos desse atoleiro. O nosso presidente está desmoralizado, ele perdeu a credibilidade", disse Brizola.
O presidente do PDT lidera o movimento lançado há cerca de um mês pela Frente Nacional das oposições (PDT, PT, PCB, PCdoB e PSB) que pede a renúncia de FHC. Em todo o Brasil já foram recolhidas mais de 700 mil assinaturas, informam os militantes.
"O melhor serviço que ele pode prestar neste momento, ao povo brasileiro, é renunciar, voltar para sua Sorbornne, porque nessas universidades sempre há gente excêntrica que gosta de ouvir pessoas que ocuparam cargos importantes pelo mundo", disse Brizola.

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