Rio,30 (AE) - O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, defendeu hoje de manhã a renúncia coletiva do secretariado do governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PDT). Segundo Brizola, a medida é necessária para dar ao governador liberdade para recompôr seu governo e iniciar uma "nova fase" na sua administração, para que ele recupere sua credibilidade.
Na gravação de entrevista ao programa "Câmara Aberta", que será transmitido no domingo pela TV Bandeirantes, o ex-governador do Rio de Janeiro afirmou que o episódio da demissão do coordenador de segurança do Rio, Luiz Eduardo Soares
abalou a imagem de Garotinho com os formadores de opinião. "A classe média está intrigada, porque confiava muito no Luiz Eduardo", admitiu o presidente nacional do PDT. Ele contou que a sugestão de renúncia coletiva foi resolvida pelo conselho político do PDT, e será levada ao governador do Rio. Br izola também defendeu a saída do PT do governo, se continuar os secretários e a bancada legislativa da legenda petista continuarem a entrar em conflito com a administração. "O PDT acha melhor que o PT assuma uma posição", afirmou Brizola. "Se eles estão descontentes, então que desembarquem, para que se arrume o caminhão", informou. "Depois, que se arrume outro transporte".
Para o presidente nacional do PDT, a reestruturação do governo Garotinho tem de atingir também os pastores que trabalham na administração. Brizola voltou a criticar o excesso de pastores evangélicos no governo, no trabalho de distribuição de dinheiro para famílias carentes, e criticou a participação deles também na prévia do PT que escolheu como candidata ao governo a vice-governadora Benedita da Silva. Brizola contou que
se fosse a parte derrotada na prévia, tentaria impugnar o resultado na justiça eleitoral, por causa da influência excessiva de missionários evangélicos na campanha da vice-governadora.

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