O governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto (PMDB), decretou luto oficial pela morte de dois pilotos e cinco médicos, anteontem, na queda de um avião Xingu, do governo estadual, em Chapecó (SC). A equipe foi buscar órgãos de um doador acidentado.
Os corpos dos pilotos Paulo César Reimbrecht, 40 anos, e José Eduardo Dutra Reis, 43 anos, e do médico Cláudio Lança, 29 anos foram velados na Assembléia Legislativa. Sete helicópteros acompanharam o cortejo do Aeroporto Salgado Filho até o centro de Porto Alegre, na última homenagem aos colegas.
O setor de transplantes da Santa Casa de Misericórdia e do Instituto de Cardiologia suspendeu as cirurgias não urgentes para que os colegas acompanhassem o velório e o enterro do colega. Os corpos dos médicos Marcos Stedile, 29 anos, do setor de transplantes hepáticos de Vacaria (RS); de André Barrionuevo, 29 anos, especialista em transplantes cardíacos, de Pato Branco, no Paraná; de Jean Kolmann, 31 anos, especialista em transplantes de pulmão, da Santa Casa de Porto Alegre, e de Jackson Ávila, 27 anos, da mesma equipe, foram levados para as cidades de seus familiares, onde serão enterrados hoje.
O avião Xingu caiu na segunda tentativa de aterrissagem, durante um temporal, a dois quilômetros da cabeceira da pista de pouso do aeroporto de Chapecó (SC). O avião foi partido ao meio. O acidente aconteceu por volta das 21h50 de anteontem. Ontem pela manhã o secretário estadual da Saúde, Germano Bonow, o dos Transportes, José Otávio Germano, e o da Justiça, José Fernando Eichenberg, foram até Chapecó liberar os corpos.
O governador Antônio Britto suspendeu o almoço que ofereceria aos executivos da Ford no Galpão Crioulo do Parque da Harmonia, para comemorar o anúncio da instalação de fábrica da montadora no Estado.

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