Londres - Dezenas de admiradores da princesa Diana passaram a noite de sexta-feira para ontem diante dos portões do Palácio de Kensington, a antiga residência da princesa, para lembrar os cinco anos de sua morte.
''É nossa forma de conservar viva sua lembrança'', declarou Julie Cain, de 37 anos, que acampou ante a entrada do palácio. ''Ela tinha um dom particular para fazer-se sentir como alguém especial'', acrescentou.
''Diana trouxe um ar fresco à família real e, a sua maneira, ela os educou'', disse Terry Hut, carpinteiro aposentado de 67 anos, que também passou a noite diante do palácio. ''Ela era muito íntegra e dizia o que pensava, por isso as pessoas gostavam dela'', afirmou.
''Ela nos faz falta. Não precisava de assesores de imprensa porque o amor dela pelas pessoas da rua vinha do coração'', dizia um dos cartazes colocados nas grades do palácio, junto a ramos de flores e fotos da princesa.
Ao contrário, nenhuma homenagem particular da família real estava prevista. ''Os membros da família real recordarão este final de semana a princesa em particular, cada um a sua maneira'', declarou um porta-voz do palácio de Buckingham.
A rainha Elizabeth, o príncipe Philip e o príncipe Charles assistirão hoje a um ato religioso em Balmoral (Escócia), durante o qual se orará por Diana.
O irmão de Diana, o conde Spencer, passou o sábado em família, em Althorp, casa da infância da princesa, onde está sepultada e é ainda local de peregrinação.
Há cinco anos, depois da morte de Diana por acidente em Paris, em 31 de agosto de 1997, a família real viveu sua maior crise desde a guerra. Enquanto milhões de britânicos cobriam de flores a residência da princesa falecida e choravam em seus funerais, a rainha, encerrada com sua família no castelo da Escócia, no qual passava suas férias, parecia não compreender em absoluto o pesar de seu povo.
Muitos chegaram a achar, na ocasião, que os Windsor não tinham o menor futuro. Setenta e dois por cento dos britânicos consideraram que a rainha havia ''perdido o contato'' com seu povo.
Cinco anos depois, a família real tirou as lições necessárias desse episódio. Especialmente o príncipe Charles sempre criticado por sua rigidez que há meses, seguindo conselhos de um especialista em comunicação, se esforça para tentar reconquistar a simpatia do público. Assim aconteceu em abril passado, depois da morte a rainha mãe, quando o herdeiro do trono expressou sua dor em público, evocando, com olhos marejados, a ''mais maravilhosa das avós''.
Em Paris - Dezenas de pessoas desfilaram ontem diante do monumento ''Chama da Liberdade'' na ponte da Alma, onde, há cinco anos, morreu a princesa Diana. Curiosos e turistas cercaram o monumento, réplica da tocha da estátua da Liberdade, que se converteu em local em memória da princesa.
Flores, fotos de Diana e um poema dedicado à ''bela princesa'' enfeitavam o local.

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