Brasília, 24 (AE) - O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) que devolta à 10ª Vara Federal de Brasília processo sobre o envio de dinheiro ao exterior por meio das chamadas contas CC5. Segundo Brindeiro, os autos foram remetidos ao STF por um equívoco. O processo foi enviado ao Supremo sob a alegação de suposto envolvimento dos ministros Francisco Dornelles (Trabalho) e Fernando Bezerra (Integração Nacional) e do senador Íris Rezende (PMDB-GO).
De acordo com Brindeiro, parece evidente que essas autoridades não estão sob investigação mas as contas dos ministérios da Justiça e do Trabalho e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Essas contas apresentaram, respectivamente, uma movimentação de R$ 2,3 milhões, R$ 330,4 mil e R$ 231 mil. Segundo o procurador, até o momento não se pode afirmar a existência de indícios de crime. "O uso dessas contas (CC5), por si só, não é capaz de revelar nenhuma irregularidade, uma vez que estas operações de envio de dinheiro para o exterior são autorizadas por lei", concluiu Brindeiro.

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