Brasília, 28 (AE) - O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, deverá deixar temporariamente a chefia do Ministério Público Federal (MPF), pela primeira vez nos últimos quatro anos. Apesar de ter sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para mais dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República, o nome de Brindeiro ainda não foi submetido ao plenário.
O segundo mandato consecutivo do procurador esgota-se à O hora de amanhã (29). Com isso, até que os senadores aprovem o nome de Brindeiro, a Procuradoria deverá ser chefiada pelo vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público, Antônio Fernando Silva e Souza, que é tido como um "combativo".
A aprovação do terceiro mandato desagradou a alguns parlamentares de partidos de oposição ao governo. O deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA) apresentou na semana passada uma proposta de emenda à Constituição segundo a qual o procurador-geral da República poderá ser reconduzido apenas uma vez ao cargo. O número atual de reconduções é ilimitado. O PT elaborou, em 1998, uma relação de ações dos parlamentares do partido junto ao Ministério Público e constatou que 80 dos pedidos feitos durante a gestão de Brindeiro não tinham dado prosseguimento.
Recentemente, Brindeiro foi acionado na Justiça por procuradores da República do Distrito Federal por causa de viagens de férias feitas por ele e pela família para o arquipélago de Fernando de Noronha, num avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

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