Brasília, 31 (AE) - O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, disse há pouco que, embora não tenha analisado com detalhes as declarações do ex-governador do Rio Leonel Brizola (PDT), de que "passaria fogo" no presidente Fernando Henrique Cardoso, caso tivesse de julgá-lo, a primeira leitura é de que essas manifestações são, no mínimo, "despropositadas e injuriosas". Ele disse, no entanto, que cabe ao Ministério da Justiça fazer uma representação para que o Ministério Público (MP) tome as providências necessárias. O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), disse que não sabe avaliar se as declarações de Brizola são consequência da idade avançada dele ou da amargura por tantas derrotas políticas. Segundo Virgílio Neto, "esse é o triste fim político de um homem público que já tem seu lugar na história do País". Virgílio Neto relatou que tanto ele próprio como o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF)
fizeram pronunciamento hoje na tribuna nas duas Casas do Congresso, respondendo a Brizola.

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