São Paulo, 11 (AE) - Os combates entre camelôs - um contingente estimado pela Prefeitura de São Paulo em 18 mil - e a fiscalização têm ocorrido com frequência quase mensal na gestão Celso Pitta (PTN). Os primeiros enfrentamentos aconteceram em julho de 1997, quando a Prefeitura determinou a retirada das barracas da Avenida Paulista. Em 22 de agosto, um confronto entre ambulantes, que pretendiam voltar à Paulista, e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) deixou dezenas de feridos.
Nos incontáveis protestos realizados contra Pitta, os ambulantes reuniram mais de 3 mil, numa passeata iniciada na Praça da República, centro, em 2 de fevereiro de 1998. Em 25 de março, camelôs quase agrediram o então secretário das Administrações Regionais, Alfredo Mário Savelli. Ele inspecionava obras de um bolsão de comércio informal no Largo da Concórdia, também no centro, quando teve o carro cercado e apedrejado.
Alguns dias depois, em 6 de maio, ocorreu uma das manifestações mais violentas da atual gestão. O protesto começou com uma concentração de 80 camelôs no centro, diante do Teatro Municipal. Eles iniciaram uma passeata pela Rua Barão de Itapetininga, que foi ganhando adeptos até contar com mais de 300 pessoas. À tarde, um grupo de 20 punks uniu-se aos manifestantes e houve confronto com a polícia.
Em 24 de setembro de 1998, camelôs quase lincharam o guarda-civil Quintiliano Pereira da Silva, durante manifestação no Largo da Concórdia, no Brás. Cercado, ele abriu fogo, acertando as pernas de dois ambulantes e um segurança de loja. No dia seguinte, mais confusão no Brás, com oito detidos.
A última batalha campal promovida pelos ambulantes aconteceu na sexta-feira (08), na Lapa. Impedidos de trabalhar na região da Rua 12 de Outubro, eles entraram em choque com guardas-civis e a Polícia Militar, após uma reunião entre os líderes e o administrador regional, Edson Pena Batista. PMs foram apedrejados, a Tropa de Choque teve de intervir e o trânsito ficou bloqueado durante a maior parte da tarde.

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