Leandro TaquesRino, conciliador, com o casal José Euclides e Nilza: ‘‘Aqui, trabalhamos também como assistentes sociais’’As desavenças entre marido e mulher representam até 30% dos casos atendidos na Vara Criminal do Juizado Especial de Curitiba, segundo o juiz José Laurindo de Souza Netto. ‘‘Aqui, trabalhamos também como assistentes sociais’’, diz o conciliador Alexandre Rino. Na semana passada, ele julgou o processo envolvendo o vidraceiro José Euclides da Silva e Nilza da Silva Viana, funcionária de uma creche.
No dia 27 de fevereiro deste ano, Nilza denunciou os maus tratos sofridos em casa à Delegacia da Mulher, que passou o caso para o Juizado Especial. ‘‘Ele me bateu com fio de luz e ficaram marcas no meu corpo’’, disse Nilza ao conciliador. ‘‘Só quero o amparo da Justiça para não continuar apanhando’’, pediu em seguida. O casal se desentendeu quanto ao programa de televisão que assistiriam. O vidraceiro se defendeu dizendo que a mulher começou a briga, jogando a televisão no chão.
Como ocorre em 90% dos casos de briga de casal, Nilza acabou cedendo às sugestões do conciliador - suspendeu a queixa por seis meses e fez acordo com o companheiro, que prometeu diante do conciliador não agredir a esposa. Caso isso ocorra, ela tem a garantia de reabrir o processo.
Outros casos comuns no Juizado Criminal são ameaças (inclui brigas de casal), falta de habilitação para dirigir, lesão corporal leve (inclui brigas de casal), perturbação do sossego, porte de arma e brigas. (E.E.S.)

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