Brigadistas brasileiros vão combater incêndios no Chile
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sábado, 21 de janeiro de 2012
Agência Brasil 
Os 50 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que seguiram ontem (7) para o Chile montaram um organograma para cooperar com as ações de combate ao incêndio que atinge o país andino. A ideia é atuar nas áreas nativas das florestas de Concepción, na região central chilena, por cerca de 20 dias. Mas esse período pode ser ampliado.
O chefe do Centro Especializado do Sistema Nacional de Prevenção e Combate de Incêndios Florestais do Ibama, José Carlos Mendes, informou que os 49 homens e a única mulher do grupo são experientes e já enfrentaram incêndios de grandes dimensões. Mas, segundo ele, a preocupação é que os focos de incêndio se agravem pelas más condições de clima nas regiões afetadas.
"Tudo fica mais difícil porque as temperaturas são elevadas, há baixa umidade e ainda existem ventos fortes que ajudam a propagar o fogo. A situação preocupa bastante", disse Mendes. "No caso da região de Concepción há áreas nativas e plantadas afetadas. Devemos ajudar na área nativa que é a que estamos acostumados."
O apoio do Brasil ao Chile conta ainda com a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da aeronave que transportará os 50 brigadistas, a Defesa Civil que arcará com os custos de diárias para os profissionais e o Ministério das Relações Exteriores que coordena as ações. O governo brasileiro se dispôs ainda a enviar homens do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e da Força Nacional, caso as autoridades chilenas solicitem. O país andino pediu auxílio também à Argentina, Austrália e aos Estados Unidos
No Chile, os focos de incêndio se espalharam nos últimos dias. Apenas na última sexta-feira, um incêndio na Região Sul do país causou sete mortes todas as vítimas eram bombeiros. Em dez dias, mais de 50 incêndios queimaram 50 mil hectares de florestas. As áreas mais afetadas são Bío-Bío, Maule e Araucanie, localizadas a 500 e 700 quilômetros de Santiago, a capital chilena. As labaredas alcançaram também a região da Patagônia argentina.


