Paranavaí – A Polícia Civil de Paranavaí (Noroeste) revelou que houve uma briga entre o estudante de Direito André Fernandes de Freitas, 21 anos, e a advogada Gabriela Cerci Ferreira, 25, dentro do quarto de um motel da cidade, onde os dois foram encontrados mortos no último sábado. O laudo de necrópsia do Instituto Médico Legal (IML) mostrou que a mulher sofreu uma fratura na coluna cervical e o acadêmico cometeu suicídio ao ingerir uma substância tóxica, ainda desconhecida. Além da lesão no pescoço, no corpo de Gabriela foi identificado ainda um hematoma no olho. "Os próprios funcionários do motel relataram terem ouvido uma discussão dentro do quarto e o André tinha marcas de arranhões no pescoço. A briga realmente aconteceu e a Gabriela pode ter morrido vítima de uma queda, que pode ter sido acidental ou não", explicou o delegado adjunto da 8ª Subdivisão Policial (SDP), Gustavo Bianchi. "Não tem como dizer se o André matou a advogada". O laudo descartou sinais de asfixia nos dois corpos.
Amostras de sangue do casal, das bebidas que estavam no quarto, das unhas de Gabriela, que tinham restos de pele e de resquícios da epiderme dos dois, foram colhidas e encaminhadas ao IML de Curitiba para a realização de laudos complementares, como o toxicológico. "Estes exames vão apontar qual a substância ingerida pelo estudante que o levou a morte. Como é um caso que deixou a cidade perplexa pedimos urgência na elaboração destes laudos para que o inquérito possa ser finalizado", frisou Bianchi. Os exames devem ficar prontos em até 30 dias.
André e Gabriela foram vistos pela última vez durante a madrugada de sábado em uma boate da cidade e em seguida se dirigiram até o motel. Com a ausência dos jovens, durante a manhã, as famílias comunicaram o desaparecimento à polícia, que localizou o casal no motel.

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