Rio, 21 (AE) - Esquenta a briga pelo mercado brasileiro de telemarketing, que deve movimentar este ano perto de R$ 57,2 bilhões, o que vai representar um crescimento de 30% sobre o resultado de 1999. O potencial de crescimento é tão grande que grupos estrangeiros estão chegando ao País dispostos a investir milhões de dólares. Os grupos nacionais estão montando estratégias para enfrentar a competição que vem por aí. E as companhias telefônicas são as mais novas interessadas neste setor.
Segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Telemarketing (ABT), no ano passado o setor movimentou R$ 44 bilhões, o que representou crescimento de 22% em comparação com os R$ 36 bilhões de 1998. O volume de empregos já supera os 250 mil postos e o setor não pára de contratar.
A Telefonica de Espanha saiu na frente. No ano passado trouxe para o Brasil a Atento, empresa do grupo que atua no setor de telemarketing e que foi criada em 1999. No primeiro ano de existência, a empresa faturou U$ 70 milhões por aqui. A previsão para este ano é chegar aos R$ 500 milhões. No fim do ano passado, a Telefonica comprou a Quatro-A, a maior empresa de telemarketing da América Latina e que era controlada pelo Unibanco. O valor do negócio não foi revelado, mas executivos deste mercado estimam em US$ 140 milhões.
"Logo no primeiro ano o Brasil já representa 35% do faturamento da área de Telemarketing da Telefonica", afirma Martin Haket, presidente da Atento do Brasil. O executivo diz que em 1999 os investimentos da Atento no país foram de US$ 100 milhões, sem levar em conta o dinheiro pago pelo controle da Quatro-A. Para este ano, a idéia e investir pelo menos mais US$ 50 milhões.
A Brasil Telecom, novo nome da antiga Tele Centro Sul (TCS), decidiu ingressar no negócio de telemarketing. Nos próximos meses o grupo anuncia a compra de uma empresa ou a associação com algum grupo que já atue na área. " Vamos investir perto de R$ 100 milhões em nossas atividades de telemarketing ao longo deste ano", conta o gerente de serviços a clientes da Brasil Telecom, Alexandre Vianna .
A Embratel é outra companhia que está de olho neste bilionário mercado. Dentro de 90 dias, a diretoria da maior operadora brasileira de chamadas interurbanas e internacionais definel a estratégia que vai adotar. "Estamos avaliando o mercado e a legislação para saber se e onde podemos prestar o serviço de telemarketing", revela o gerente de desenvolvimento de parcerias da empresa, Antônio Kleber.
Até as pequenas empresas do setor também estão investindo. É o caso da Criativa, do Rio. Os sócios da companhia planejam investir US$ 3 milhões este ano.

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