O depoimento de Wanderley Lourenço, de 31 anos, que ficou paraplégico aos 20, depois de ser atingido por dois tiros em uma briga de trânsito foi o grande argumento favorável ao desarmamento apresentado no lançamento. Wanderley, que é diretor da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, contou que, há 11 anos, dormia no caminhão do irmão dele, que estava estacionado em frente à sua casa, no bairro São Braz, alguém bateu no caminhão, fugindo em seguida. Ele e o irmão saíram para procurar o veículo pelo bairro, encontrando-o. Eles discutiram, mas como o motorista havia bebido, eles preferiram pedir um documento e marcaram um encontro para o dia seguinte.
''Ele foi para o carro, mas ao invés de pegar os documentos voltou com um revólver, dando tiros'', contou. Wanderley foi atingido por dois tiros, um na perna e um no peito, cuja bala perfurou o pulmão e alojou-se na coluna. Seu irmão foi baleado nos intestinos, sendo subemtido a cerca de quatro cirurgias desde então. ''Senti na mesma hora que minhas pernas não mexiam. Meu irmão agora está bom, voltou a trabalhar'', conta ele, que 11 anos depois espera que sua experiência venha sensibilizar e conscientizar a população. ''Se a população estivesse desarmada muitos casos com o meu poderiam ser evitados'', diz. (M.G.)

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