São Paulo, 14 (AE) - Uma briga teria sido a causa da morte do estudante e ajudante-geral Robson Aparecido Paulino, de 19 anos, assassinado a tiros ontem no Recanto Mônica, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. O crime ocorreu no pátio da Escola Estadual Mário Martins Pereira, às 18h50. Segundo parentes e amigos, na terça-feira ele se envolveu numa briga quando voltava de um show em comemoração ao Dia da Criança, no Parque Ecológico de Itaquaquecetuba.
Paulino teria se desentendido com rapazes que também estavam no show e depredaram um ônibus, por causa da demora. Por ser alto - 1,95 metro - e encorpado, ele levou vantagem na briga
mas acabou jurado de morte. Durante o dia, Paulino trabalhava numa fábrica de blocos de concreto, onde ganhava R$ 60,00 por semana. Parte do salário ia para a avó Dionésia Franco, de 63 anos, que mantém um bar na frente de casa.
À noite, ele cursava a 7.ª série na Escola Estadual Estância Paraíso, também no mesmo bairro, mas era frequentador assíduo da quadra de esportes da escola onde foi morto. Ontem, mais uma vez, ele deixou de ir à aula, para jogar futebol no local. Segundo a avó, por volta das 19 horas, dois homens estiveram no bar procurando por Paulino. Preocupada, em seguida Dionésia mandou que outro neto avisasse Paulino. Não houve tempo
momentos depois Dionésia ouviu o barulho dos disparos.
O rapaz foi atingido por três tiros, dois na cabeça e um no tórax, todos pelas costas. O drama da família não parou por aí. Paulino não teve direito a um enterro gratuito. Por ser muito alto, não pôde ser colocado em nenhum dos caixões oferecidos pela Prefeitura. "Não sei o que será de mim daqui para frente", disse a avó. "Todos os dias eu fazia o café para ele, aprontava a marmita dele; agora vai ser muito triste".

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