Rio, 14 (AE) - Uma pessoa ficou ferida em uma briga envolvendo mais de 50 lutadores de jiu-jitsu de academias rivais na boate Ilha da Fantasia, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio
ontem à noite. A briga deixou os frequentadores do lugar em pânico. O estudante Marcus Vinícius da Rosa, de 26 anos, foi atingido a golpes de canivete no tórax e recebeu uma cabeçada no supercílio esquerdo. De acordo com a polícia, um dos acusados do tumulto e da agressão ao estudante é Ryan Gracie, que depois de atingi-lo tentou estrangulá-lo. O agressor é filho do famoso campeão de lutas Carlos Robson Gracie. No fim da tarde, a danceteria foi interditada por falta de alvará.
Segundo testemunhas, a confusão começou por volta das 22 horas, na beira da piscina da boate, quando Ryan chamou Marcus Vinícius para conversar a respeito de uma briga ocorrida na semana passada no local. Segundo Bruno Ribeiro, de 26 anos, os dois rapazes discutiram e acabaram expulsos pelos seguranças da danceteria. A pancadaria continuou no estacionamento e terminou quando Marcus Vinícius caiu ferido no chão. "Foi uma confusão muito grande", contou Ribeiro.
O rapaz foi socorrido por colegas e levado para o Hospital Lourenço Jorge, também na Barra, onde está internado em observação. Ele não corre risco de vida, porque o corte no tórax não foi profundo. O delegado-adjunto da 16ª Delegacia da Barra, Emanuel About, disse que Ryan foi autuado por tentativa de homícidio. Ele acrescentou que, na mesma noite, o agressor já havia discutido com o estudante Maurício Thadeu Carneiro de Lima
de 27 anos, por causa de uma crítica do jovem ao depoimento de seu pai, Carlos Gracie, à revista "Tatame" - especializada em lutas marciais, deste mês.
Com raiva dos comentários de Lima, Ryan teria dado um soco no queixo dele. "Ryan Gracie é conhecido entre os lutadores pelas agressões", destacou o delegado. Ele será chamado para prestar depoimento. Medo - O tumulto assustou os moradores vizinhos à boate. "Essa confusão traz insegurança para o local", disse a funcionária pública Maria Thereza Oliveira de Souza, de 48 anos. Ela contou que a danceteria é frequentada por lutadores de artes marciais e adolescentes da Barra da Tijuca. "Eles chegam em turma e fazem muito barulho", afirmou.
O dono da boate identificado apenas como Eduardo e a Ryan Gracie não foram localizados. A funcionária responsável pela administração da boate, que se identificou como Valéria, disse que a casa noturna foi instalada no local há três meses. No final da tarde, o subprefeito da Barra, Rodrigo Bethlem, interditou a danceteria que funcionava sem alvará de licença.

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