São Paulo, 30 (AE) - Quatro presos morreram e sete ficaram feridas ontem(29) em uma briga entre grupos rivais na Casa de Detenção de Parelheiros, zona sul de São Paulo. O conflito começou à tarde e durou cinco horas. Durante a madrugada, a tensão voltou à cadeia quando um dos grupos ameaçou recomeçar a briga. A tropa de choque da Polícia Militar invadiu a cadeia às 10h10 de hoje e apreendeu um revólver e estiletes com os presos.
Foram mortos Celso Ricardo da Silva, de 23 anos, Anselmo Freire dos Santos, de 28 , Daílson Oliveira de Paula, de 21, e Edson Gomes de Abreu, de 22. A briga entre os detentos começou às 15h45 de terça-feira. Celso Ricardo da Silva e um outro preso discutiram no pavilhão 2 da prisão. Acusado de roubo seguido de morte e de homicídio, Silva estava na ala A do pavilhão. O outro detento estava extorquindo dinheiro dos outros presos. Ele sacou um revólver calibre 38 e disparou no peito de Silva.
Os presos da ala A revoltaram-se com o crime e invadiram a ala do assassino, a B. A briga generalizou-se. Três presos foram mortos a estiletadas - Santos, De Paula e Abreu. Preso sob a acusação de três homicídios e por um roubo, Oliveira de Paula teve o corpo queimado. Dos sete feridos, um foi baleado. Todos foram levados para o pronto-socorro de Parelheiros.
Os presos ainda atearam fogo a alguns colchões. "Para evitar que os presos fizessem reféns, os funcionários da prisão saíram do pavilhão e o trancaram,", disse Lourival Gomes, diretor da Coordenadoria de Estabelecimentos Penitenciários do Estado de São Paulo. A direção da detenção passou a negociar com os detentos dos dois grupos. No meio da noite a briga acabou. "Nós exigimos a entrega das armas de fogo", disse Gomes. Segundo ele, os detentos da ala B entregaram uma pistola calibre 6,35 milímetros. "Mas os presos da ala A não queriam entregar o revólver calibre 38."
Pela manhã, os policiais da Tropa de Choque entraram na prisão. A revista durou cerca de três horas e os PMs apreenderam estiletes e o revólver da ala B. Foi aberto inquérito policial para apurar os crimes cometidos durante o conflito. Os líderes rivais devem ser transferidos para o Centro de Readaptação Penitenciária (CRP).

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