Briga entre presos deixa quatro mortos
Agência Estado
e Agência Folha
Quatro presos morreram e sete ficaram feridas anteontem em uma briga entre grupos rivais na Casa de Detenção de Parelheiros, zona sul de São Paulo. O conflito começou à tarde e durou cinco horas. Durante a madrugada, a tensão voltou à cadeia quando um dos grupos ameaçou recomeçar a briga. A tropa de choque da Polícia Militar invadiu a cadeia às 10h10 de ontem e apreendeu um revólver e estiletes com os presos.
Foram mortos Celso Ricardo da Silva, de 23 anos, Anselmo Freire dos Santos, de 28, Daílson Oliveira de Paula, de 21, e Edson Gomes de Abreu, de 22. A briga entre os detentos começou às 15h45 de terça-feira. Celso Ricardo da Silva e um outro preso discutiram no pavilhão 2 da prisão. Acusado de roubo seguido de morte e de homicídio, Silva estava na ala A do pavilhão. O outro detento estava extorquindo dinheiro dos demais presos. Ele sacou um revólver calibre 38 e disparou no peito de Silva.
Os presos da ala A revoltaram-se com o crime e invadiram a ala do assassino, a B. A briga generalizou-se. Três presos foram mortos a estiletadas - Santos, De Paula e Abreu. Preso sob a acusação de três homicídios e por um roubo, Oliveira de Paula teve o corpo queimado. Dos sete feridos, um foi baleado. Todos foram levados para o pronto-socorro de Parelheiros.
Os presos ainda atearam fogo em alguns colchões. Para evitar que os presos fizessem reféns, os funcionários da prisão saíram do pavilhão e o trancaram, disse Lourival Gomes, diretor da Coordenadoria de Estabelecimentos Penitenciários do Estado de São Paulo. A direção da detenção passou a negociar com os detentos dos dois grupos. No meio da noite a briga acabou. Nós exigimos a entrega das armas de fogo, disse Gomes. Segundo ele, os detentos da ala B entregaram uma pistola calibre 6.35 milímetros. Mas os presos da ala A não queriam entregar o revólver calibre 38.
Pela manhã, os policiais da Tropa de Choque entraram na prisão. A revista durou cerca de três horas e os PMs apreenderam estiletes e o revólver da ala B. Foi aberto inquérito policial para apurar os crimes cometidos durante o conflito. Os líderes rivais devem ser transferidos para o Centro de Readaptação Penitenciária (CRP).
AnápolisUma tentativa de fuga em massa na cadeia pública de Anápolis (GO) terminou com a morte de dois presos. Outros quatro detentos ficaram feridos, um deles em estado grave. Salomão Figueiredo de Lima, de 22 anos, preso por porte ilegal de armas e furto, e Aparecido Alves Pereira, 32, preso por homicídio, morreram durante a fuga. Três detentos conseguiram fugir, mas foram recapturados em seguida por soldados do 4º Batalhão e do Grupo de Operações Especiais, da Polícia Militar.
A tentativa ocorreu por volta das 9 horas de ontem, durante o banho de sol. Um dos detentos atirou pedras em uma das guaritas para desviar a atenção dos vigias, enquanto um grupo de presos escalava os muros que dão acesso à ala externa da cadeia.
A segurança atirou contra os fugitivos e acionou a Polícia Militar, que manteve o cerco ao presídio até o início da tarde. Sidney Pereira da Silva, 24, ficou ferido ao ser atingido por um disparo de arma de fogo. Acusado de assalto, ele foi internado no Hospital Municipal, em Anápolis (57 km ao norte de Goiânia). A cadeia pública abriga 121 detentos, mas tem capacidade para 60.Desentendimento começou entre dois detentos de grupos rivais da Casa de Detenção de Parelheiros e se generalizou após um deles ser morto
Agência FolhaGeralA tropa de choque da PM invadiu a cadeia pela manhã e apreendeu revólver e estiletes com os presos





