Briga entre ambulantes e guardas municipais deixa três feridos no Rio
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terça-feira, 08 de outubro de 2002
Agência Estado 
Rio - Confronto entre vendedores ambulantes e guardas municipais provocou o fechamento de algumas lojas e tumultuou o centro do Rio no início da tarde de ontem. Três camelôs acabaram detidos e um carro da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Prefeitura foi apedrejado. A Polícia Militar teve de intervir para acabar com a confusão, que terminou com dois guardas e um ambulante levemente feridos.
De acordo com a assessoria de imprensa da Guarda Municipal (GM), o tumulto ocorreu durante uma operação de rotina da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização para a apreensão de mercadoria irregular. Segundo os camelôs, porém, a ação seria uma represália ao último confronto, do dia 24 de setembro, quando quatro guardas acabaram feridos um deles, José Augusto dos Prazeres, teve 20% do corpo queimado depois que um vendedor ambulante colocou fogo em um carro da GM.
Comerciantes contaram que não houve uma ordem para que as lojas fossem fechadas na verdade, foi uma medida preventiva para evitar prejuízos durante a confusão. Na Rua Sete de Setembro, uma das principais do centro do Rio, cerca de 30 lojas tiveram as portas cerradas por cerca de uma hora.
A negociação foi intermediada pelo tenente-coronel Sidney Coutinho, comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar, que reforçou o policiamento no local. ''Estou aqui para manter a ordem e ser o mediador. Convidei camelôs para montar uma comissão e conversar com o comandante da GM (coronel Carlos Moraes Antunes). Aqui no centro não vai ter pânico nem arrastão'', disse Coutinho.
O vendedor ambulante Valmor Oscar de Jesus, de 24 anos, afirmou que guardas sem identificação apreendem mercadorias e agridem camelôs. ''Eles (os guardas) não se identificam, andam armados e com aparelhos para dar choque na gente'', declarou.


