Briga de trânsito pode ter motivado ataque
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Paulo Monteiro<br>Equipe NossoDia 
Londrina O ataque a tiros que deixou um morto e seis feridos na noite de quarta-feira na Rua Norte, no Jardim Leste-Oeste (zona oeste de Londrina), pode ter sido motivado por uma briga de trânsito. A ocorrência teria motivado uma rixa entre grupos rivais dos jardins Santiago e Leste-Oeste.
"Em 2012, pessoas ligadas a esses grupos teriam se envolvido em um acidente de trânsito. Isso acabou gerando um desentendimento e uma morte ocorreu na sequência. Desde então, passaram a se atacar. Outras tentativas de assassinatos foram registradas. Esses grupos também têm envolvimento com o tráfico de drogas e assaltos", detalhou o superintendente da Delegacia de Homicídios, Cláudio Santana.
Durante todo o dia de ontem, policiais civis e militares tentaram chegar aos autores do crime. O Palio Weekend prata, com placas de Cornélio Procópio, que teria sido usado na ação, foi apreendido pela manhã na Rua Midori Koga, no Jardim Maria Lúcia (zona oeste).
Segundo a Polícia Civil, o carro está em nome de uma pessoa que não tinha sido localizada até o início da noite de ontem. No veículo foram encontradas cápsulas de pistola 9 mm, o mesmo calibre das armas usadas no crime, e um boné com vestígios de sangue. Impressões digitais foram colhidas pelos peritos do Instituto de Criminalística de Londrina.
No ataque, o pedreiro Eduardo Alves dos Santos, de 43 anos, foi atingido por dois tiros e morreu. Segundo moradores do bairro, ele foi baleado ao tentar proteger a gestante Daiane da Silva Silvério, de 22 anos, que foi ferida na perna. Um garoto de 9 anos foi atingido no pé e dois adolescentes, de 16 e 17 anos, também foram baleados, mas sem gravidade. César Augusto Silva Junior, de 19 anos, que levou um tiro no braço, foi preso depois de receber atendimento. Segundo a polícia, ele era foragido da Justiça. O sétimo ferido, Evandro Conceição Matias, de 21, foi ferido no peito, abdômen, perna e braço.
De acordo com o tenente Marcelo Barros do Nascimento, da 4ª CIPM, a informação inicial é de que os atiradores tinham Matias como alvo. A Delegacia de Homicídios já apurava o envolvimento dele em um assassinato.


