Briga de gangues faz mais uma vítima em Brasília
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de setembro de 1999
Por Raquel Sá, especial para a AE 
Brasília, 14 (AE) - Pela terceira vez em menos de um ano
outro jovem foi vítima da briga de gangues nas superquadras de Brasília. Paulo Roberto Alves do Amaral, de 18 anos, foi espancado por um grupo de adolescentes ontem e internado com um coágulo na cabeça. O rapaz está em observação no Hospital de Base, em estado que inspira cuidados.
Amaral jogava fliperama com Wellington de Melo Pessoa, de 21 anos, na área comercial da Superquadra 408 Sul, às 11 horas de ontem, em frente de uma pizzaria, quando três rapazes se aproximaram e começaram a agredí-los sem motivo. Pessoa conseguiu fugir para dentro da quadra 409 e chamou um policial para salvar o amigo. Quando chegaram ao local, Amaral estava caído no chão, cheio de hematomas e sinais de ferimentos na cabeça. Ele foi internado no Hospital de Base com traumatismo crâniano e fez uma cirurgia de emergência no mesmo dia.
Na semana passada, o rapaz também foi protagonista de outro episódio envolvendo brigas de gangues. Conseguiu escapar, mas um menor foi espancado. A polícia já conseguiu identificar um dos agressores. É M.N.P., de 15 anos, morador da cidade-satélite do Cruzeiro. Os outros dois, segundo a polícia, podem ser moradores das quadras 411 e 412 Sul, próximas de onde Amaral reside. Segundo a mãe do rapaz, Francisca Alves Amaral, seu fillho continuava sob efeito de anestesia hoje. Não há previsão de alta. Antecedentes - O caso não é o primeiro registrado em Brasília envolvendo rapazes da classe média da cidade. No ano passado, o neto do ex-senador Humberto Lucena foi espancado por uma gangue durante uma festa. Ele teve um pedaço de sua orelha arrancada pelos agressores. O caso que mais abalou o Distrito Federal, no entanto, ocorreu há alguns anos. O estudante Marco Antônio Velasco foi morto por um grupo de rapazes da quadra onde morava. Ele foi espancado a pauladas e morreu ainda na rua. Até hoje, sua mãe, a jornalista Valéria Velasco, dedica-se ao combate às brigas de gangues em Brasília.


