São Paulo - O incêndio ocorrido ontem em São Paulo pode ter sido causado por uma briga de casal. A informação foi dada pelo prefeito Gilberto Kassab, que esteve no local por volta das 12 horas. Kassab afirmou que as primeiras informações davam conta de que o incêndio teria começado quando uma mulher, moradora da favela, teria queimado o barraco onde morava com o marido, durante uma briga. As causas serão apuradas em um inquérito que será aberto.
Além de Kassab, três ministros de Estado estiveram no local do incêndio. Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome). Eles acompanharam a presidente Dilma Rousseff em visita à São Paulo.
Por volta de 12h30, os 120 homens do Corpo de bombeiros conseguiram controlar o incêndio, que começou por volta das 10 horas. Ao redor de 14 horas, durante a operação rescaldo na Favela do Moinho, um corpo carbonizado, que pode ser de um dos moradores, foi encontrado no local.
Boa parte da favela, que é composta por 600 barracos, que abrigam 2,5 mil pessoas, foi destruída pelo fogo. Quatro pessoas ficaram feridas, duas delas foram intoxicadas pela fumaça e foram encaminhadas para o pronto-socorro da Santa Casa. Uma terceira teve fratura de punho e queimaduras e foi levada para o pronto-socorro do Tatuapé. Ao menos 11 pessoas foram resgatadas pelo helicóptero Águia.
Segundo o coordenador da Defesa Civil municipal de São Paulo, Jair Paca de Lima, cerca de 300 barracos foram atingidos pelas chamas. Os moradores estão sendo orientados a procurarem casas de amigos ou parentes. As que não conseguirem, devem fazer cadastramento e serão atendidas pela área social da prefeitura. Após o rescaldo feito pelos bombeiros, a Defesa Civil municipal deve interditar uma área de cerca de 100 mil metros quadrados, de acordo com Lima.

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