São Paulo, 20 (AE) - A briga comercial entre o Brasil e a Argentina será discutida amanhã (21) no Congresso argentino. A decisão do governo brasileiro de "excluir" a Argentina da condição de parceiro preferencial, com a qual cerca de 400 produtos argentinos - entre eles têxteis, laticínios, calçados, trigo, produtos químicos, petróleo e veículos - deixarão de desfrutar do prazo de apenas 24 horas para a liberação das importações, fez o presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, senador Eduardo Bauzá, convocar uma reunião de "urgência" do Congresso para discutir a questão. Bauzá convocou ainda funcionários dos ministérios de Indústria e Comércio e de Relações Exteriores para explicar o que significa a "retaliação" brasileira, que suspendeu, a partir de hoje, a autorização automática de importações provenientes da Argentina. Deputados e senadores argentinos qualificaram de "gravíssima" a situação criada a partir das medidas adotadas pelo governo brasileiro para quase a totalidade dos produtos argentinos.
Entre janeiro e agosto deste ano as exportações argentinas somaram quase US$ 3,8 bi. O secretário (correpondente a ministro) de Indústria e Comércio da Argentina, Alieto Guadagni, e o embaixador Jorge Campbell, secretário de Relações Internacionais da Chancelaria argentina, declararam que, até agora, não sabem o alcance nem a dimesão das medidas adotadas pelo Brasil. Eles disseram, entretanto, não aceditar em "represálias" por parte do governo brasileiro e esperam um informa mais detalhado do Itamaraty.

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