Curitiba - Defendendo o "aprimoramento da Justiça", Juliano Breda tomou posse ontem como novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná. Em entrevista à FOLHA, ele disse que vai atuar para manter a qualidade dos serviços oferecidos pela entidade e para ampliar o lado social da OAB. A cerimônia de posse atraiu autoridades de todas as esferas do governo ao Teatro Guaíra, na capital. O mandato vai até 2013.
Breda comanda agora uma entidade que possui 45 mil advogados ativos, 400 funcionários, 200 escritórios em fóruns e 47 unidades espalhadas por todas as regiões do Estado. Nesses dois anos quer mais advogados atuando como voluntários em projetos sociais, e prometeu disponibilizar pela internet os cursos da Escola Superior de Advocacia, mediante tecnologia de ensino a distância, além de proporcionar transparência aos processos disciplinares, com a criação de uma corregedoria própria.
Também receberá atenção de Breda o Núcleo de Assistência de Honorários Advocatícios, que tem a missão de auxiliar advogados cujos honorários seriam mal calculados pela Justiça ao fim dos processos. "Quando o advogado vence uma ação, o juiz fixa os honorários da parte vencida e da vencedora. Só que cada vez mais os valores são irrisórios, desproporcionais ao tempo gasto pelo advogado, à complexidade dos casos e ao envolvimento do profissional. A OAB agora passa a peticionar junto com o advogado pela majoração dos honorários", afirmou Breda.
Na área das relações institucionais, ele promete manter a vigilância exercida pelo seu antecessor, o advogado José Lúcio Glomb, cuja última ação foi barrar o aumento dos preços cobrados pelos cartórios, enviado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná para a Assembleia Legislativa (AL) em dezembro.
Breda colocou ainda como meta para a sua gestão a criação de um fórum para discutir o relacionamento entre os profissionais do Direito, incluindo os magistrados estaduais, juízes federais e procuradores do Estado.
Chamando o processo eletrônico de "revolução", Breda disse ainda que a adaptação da Justiça e dos advogados à novidade não pode ser feita com sacrifícios. "O processo eletrônico vai dar rapidez à Justiça, mas o grande problema hoje é a queda dos sistemas. Isso é gravíssimo, pois o TJ demora até dez dias para decidir se haverá reposição dos prazos processuais", alfineta. O Paraná é o Estado brasileiro com o maior número de profissionais integrados ao sistema digital. "A OAB mantém escritórios de apoio com monitores treinados, que auxiliam os advogados a peticionarem eletronicamente",declarou, acrescentando que o serviço será mantido na sua gestão.

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