São Paulo, 23 (AE) - Os donos da Rede Brasimac, concordatária desde fevereiro, não descartam a possibilidade de vender parte do controle acionário para preservar a operação da companhia no mercado de eletroletrônico e móveis e quitar a primeira parcela da concordata, que vence 12 meses após a data do pedido. A empresa acumula débitos de R$ 110 milhões com 150 fornecedores.
"Estamos numa grande luta para reestabelecer a empresa", afirma o diretor-comercial, Tibério Graco. Segundo ele, o plano de reestruturação da rede, traçado pelo Unibanco, prevê a possibilidade de venda em caso extremo, isto é, se a companhia não conseguir apoio dos fornecedores.
Mas, de acordo com Graco, metade dos fornecedores já viram o plano e a totalidade reestabeleceu o fluxo de mercadorias. O diretor-comercial conta que a empresa reduziu seus custos, fechou 30 das 120 lojas e desativou cinco depósitos
que foram postos à venda. No ano passado, a Brasimac faturou R$ 386 milhões e espera fechar este ano vendendo R$ 280 milhões.

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